segunda-feira, 11 de junho de 2007

A História bem na Foto > Conteúdo

Este é primeiro de uma série de blogs.
Neste A História bem na Foto - 1:
"Depoimentos exemplares":
Antonio Andrade > "Me dá um dinheiro aí..."
Campanella Neto > Rebelião em Aragarças.
Depoimento do autor:
Aguinaldo Ramos > Brizola pula a fogueira.
Este blog segue o padrãolivri, ou seja, tem número limitado de postagens e é editado para leitura de cima para baixo. Outros blogs complementares serão editados.

Veja no item A Série A História bem na Foto, a relação dos fotojornalistas, suas fotos históricas e depoimentos já publicados na série.

Foto do título: Bandeiroso, Aguinaldo Ramos, 2001

Apresentação (e convite) >

Este espaço tem como referência o projeto de mestrado intitulado A História bem na Foto: fotojornalistas e a consciência da história, de minha autoria, em desenvolvimento junto ao PPGHC – Programa de Pós-Graduação em História Comparada, no IFCS - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a intenção de ser fonte de dados para este e outros possíveis trabalhos nesta área.

Em 16/07/2008 foi feita a defesa da dissertação, que foi APROVADA.

Veja mais detalhes em AGUINALDO RAMOS, VICE-PRESIDENTE DA ARFOC-RIO, DEFENDE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO, "A HISTÓRIA BEM NA FOTO: FOTOJORNALISTAS E A CONSCIÊNCIA DA HISTÓRIA", E DIZ SER UMA HOMENAGEM A TODOS OS FOTOJORNALISTAS (clique para ler a notícia).


A História bem na Foto: fotojornalistas e a consciência da história trata da questão da consciência do repórter-fotográfico, no que se refere ao caráter histórico do seu trabalho. Toma como base histórias de fotografias (desde o próprio ato de fotografar até o momento presente), que, supostamente, tenham tal característica, conforme o próprio autor.
Evito, então, antecipar possíveis discussões teóricas, para não tirar a espontaneidade dos depoimentos.
O universo de referência da tese são histórias de fotografias de repórteres-fotográficos que estiveram em ação no Rio de Janeiro no correr dos anos 80. São, por este motivo, os primeiros convidados a ocupar este espaço. Nada impede, porém, que, dado o caráter comparativo do projeto, outros registros sejam considerados.



A série A História bem na Foto continua aberta para as fotos históricas dos fotojornalistas e seus depoimentos sobre elas.


Dando a partida, apresento dois depoimentos exemplares e uma escolha pessoal, que levantam alguns aspectos da questão. Sendo um blog, os depoimentos terão que ser, necessariamente, postados por mim, mas serão, sempre, versões aprovadas pelos autores.
Espero que, além da ajuda que me presta, seja este um espaço útil e prazeroso para os amigos fotojornalistas.


Rio de Janeiro, 11 de junho de 2007.
Aguinaldo Araújo Ramos



Se você, colega repórter-fotográfico, quer fazer um depoimento sobre uma (ou até duas) fotografia(s) sua(s) que considere histórica(s), veja abaixo o item Novos Depoimentos, com um roteiro para escrever o texto.

Depoimentos exemplares >

Apresento, como exemplo, duas fotografias que, à época, tiveram grande influência na sociedade brasileira e têm até hoje, grande importância histórica, indubitavelmente. A fonte das histórias são depoimentos publicados pelo jornal Paparazzi, informativo da ARFOC-Rio (Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro), órgão de representação da categoria.
São fotos do mesmo contexto político e histórico, mas com histórias completamente diferentes. Uma delas, a típica foto de gabinete, feita em condições supostamente controladas e sem maiores pretensões por parte do fotógrafo. A outra, surgida de uma série de eventos absolutamente inesperados para o fotógrafo, que buscou, o tempo todo, registrar e até influenciar os acontecimentos, que percebeu, no ato, como históricos.


Fonte:
PAPARAZZI, jornal da Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro, ARFOC/Rio. Perfil de Antônio Andrade. Rio de Janeiro: Outubro/Novembro de 1998, no. 71, pág. 6.
_________, Perfil de Campanella Neto. Rio de Janeiro: Julho/Agosto de 2001, no. 82, pág. 6-8.

A história da foto de Antônio Andrade

A foto de Antônio Andrade, então fotógrafo do Jornal do Brasil, feita em 1958, é um flagrante que registra importante encontro do presidente Juscelino Kubitschek com o secretário de estado americano Foster Dulles. Foi obtida numa reação praticamente instintiva do fotógrafo, de maneira quase casual e, especialmente, sem qualquer intenção específica de incorporar a ela qualquer valor simbólico. Apesar dessa indeterminação na origem, foi rapidamente transformada em foto histórica, pela apropriação exercida por outras instâncias (a própria imprensa, os políticos), tornando-se uma imagem-símbolo do relacionamento político e econômico entre Brasil e Estados Unidos.

Diz o Paparazzi que “a foto abalou o governo do então presidente da República Juscelino Kubitschek”, uma vez que “o episódio mereceu à época réplicas e tréplicas dos colunistas contra e a favor de JK, nos inúmeros jornais do país, por dias seguidos e hoje continua atual pelas sucessivas idas e vindas do Brasil ao FMI.”
E descreve: “Em 6 de agosto de 1958, o Secretário de Estado norte-americano Foster Dulles veio ao Brasil para tratar de ‘negócios’ entre os dois países, em especial da política petrolífera, área onde o Brasil engatinhava. No Palácio das Laranjeiras, JK e Dulles tinham-se reunido a portas fechadas no gabinete do presidente brasileiro. A imprensa pediu uma foto tradicional, a do aperto de mãos entre os dois.
Antonio Andrade teria feito essa foto porque “o Jornal do Brasil, onde trabalhava à época, tinha como norma não apresentar fotos sob a mesma angulação dos demais jornais”. A foto “dá a impressão de que JK estende a mão, suplicante, ao secretário norte-americano, que por sua vez parece que está abrindo uma carteira à cata de dinheiro”.
"O JB estampou na primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em alusão à modinha de carnaval.” Daí, “Carlos Lacerda, ferrenho opositor de JK e à época deputado federal e dono do jornal Tribuna da Imprensa, de onde torpedeava o presidente de olho na campanha eleitoral, fez um estardalhaço com a foto.”
Os efeitos da publicação da fotografia puderam ser sentidos em vários outros níveis, tendo afetado muito particularmente o próprio jornal, e resultado, aparentemente, em inflexões históricas inesperadas e de longo alcance: “Fustigado pela direita que o acusava de ‘proteger comunistas’, não perdoando suas relações com Cuba, e pela esquerda, que o chamava de ‘entreguista’ pela forma com que abria as portas para o capital estrangeiro, JK puniu o Jornal do Brasil pela polêmica foto: cassou a concessão do canal de televisão que já estava em sua mesa para ser assinada – seria o segundo jornal a ter um canal de TV (os Diários Associados, de Assis Chateaubriand, já tinham a Tupi) –, e que, mais tarde, seria dado a O Globo, de Roberto Marinho.”
Resultou ainda em baixas na equipe do governo e o diretor de redação do JB (Odilo Costa Filho) pediu demissão, que não foi aceita pela direção do jornal, ganhou as páginas de quase todas as publicações nacionais (na defesa e acusação) e saiu no New York Times e no Time.”
Interessante é que a imagem teve uma gênese relativamente prosaica, de certa maneira como mera consequência da disciplina profissional do fotógrafo: “Na verdade, Andrade só procurou seguir as normas do jornal e seu instinto, quando o cinegrafista Jean Manzon (que na hora estava atrás de Dulles mas não aparece na cena) pediu ao presidente que posasse junto ao secretário, para registro. JK teria dito ‘Mas, agora?’ ao mesmo tempo em que Dulles consultava sua agenda. Daí as mãos de JK e o gesto do norte-americano.”

Antonio Andrade, já falecido, nasceu na Bahia, veio para o Rio se alistar e acabou entrando em 1949 para o Imprensa Popular, a “voz” do PCB, então perseguido pelo governo Dutra, depois passando para O Globo e daí para a Tribuna da Imprensa, em 1955. Entrou para o JB quando da famosa reforma gráfica de 1956. Em 1960 volta à Tribuna da Imprensa como editor de Fotografia. Foi, por seis meses, correspondente da agência cubana Prensa Latina no Brasil, fotografando a visita de Che Guevara. Passou um tempo na Bahia e voltou para a Revista Manchete em 1966. Ganhou o Prêmio Esso de 1967 com uma foto publicada em Fatos & Fotos em que bombeiros salvam uma grávida arrastada por enxurrada na Tijuca. Esteve seis meses no Correio da Manhã e voltou para o JB, onde permaneceu até 1980, para então retornar a O Globo, onde ficou até 1986. Foi editor de Fotografia do jornal da Vale do Rio Doce, até a privatização da empresa em 1997 e, depois da aposentadoria, colaborador.

A história da foto de Campanella Neto >

A foto de Campanella Neto (na verdade, um conjunto de fotos) não chegou a ser tão profundamente significativa como imagem em si, porque a simples informação de que teria sido realizada, curiosamente, já teve, antes mesmo de sua publicação, forte influência política... São fotos da Revolta de Aragarças, movimento sedicioso comandados, em 1959, meados do governo Juscelino Kubitschek, por oficiais da Aeronáutica. A característica fundamental é a forma como foi obtida. Resultou de um esforço para superar impedimentos e perigos, que denota alto senso de dever jornalístico, que pode ser traduzido por senso de valor histórico na medida em que se relaciona à evolução das relações entre Forças Armadas e instituições democráticas no Brasil.
Diz o Paparazzi que foi Campanella Neto “quem abortou, em 1959, a rebelião militar de Aragarças, que pretendia depor Juscelino Kubitschek, tendo o então coronel Burnier como um dos cabeças, [o mesmo] que, mais tarde, já como brigadeiro, foi um dos integrantes da linha-dura dos militares golpistas de 1964 e, depois, comandante do temido Parasar”.


“Seqüestrado com outros passageiros e a tripulação de um Constellation da Panair pelo major revoltoso Eber Teixeira Pinto, Campanella desceu em um campo de pouso da FAB em Aragarças, no interior de Goiás, QG dos revoltosos. O grupo, entre ele o senador Remi Archer, foi confinado em um hotel fazenda perto do campo, sempre vigiado por sentinelas.”
“Campanella conseguiu driblar a vigilância dos soldados e enviar três telegramas de uma cidade vizinha, para seu editor-chefe, Joel Silveira, para o presidente do Senado e para o marechal Lott, então ministro da Guerra – no avião também viajava o corpo embalsamado de um tenente da Aeronáutica, sobrinho de Lott, acompanhado da viúva.”
A notícia chegou aos revoltosos pelo Repórter Esso: “Heron Domingues entra com seu vozeirão para anunciar a primeira notícia do dia: ‘Telegramas enviados pelo jornalista Campanella Neto denunciaram que Aragarças é o esconderijo dos revoltosos...’”. Campanella “não conversou... olhou pro lado e saiu de fininho, e, depois, correu para o mato para se esconder. De lá, foi vendo um a um dos aviões decolando rumo ao exílio, um deles levando como reféns os políticos”.
Segundo o Paparazzi, para Campanella, “a importância da leitura diária dos jornais foi a ferramenta do furo jornalístico”. Em reconhecimento, ganhou, pelo conjunto de sua obra sobre Aragarças, o Prêmio Esso de Fotografia hors concours de 1959.
Fica evidente a intenção do jornalista de interferir nos acontecimentos (enquanto registrava), evidenciando o valor histórico dessa intermediação: “Depois da fuga dos revoltosos, após a notícia no Repórter Esso, o céu amanheceu coalhado de aviões e pára-quedistas das tropas do governo. Campanella começou a fotografar rápido e quase ficou sem o filme de novo, mas, quando disse quem era, foi tratado como herói nacional. Em uma operação de guerra, camuflaram galões ao longo da pista de pouso esperando algum desavisado. E ele apareceu. Era o C-47 que tinha levado o corpo do oficial e voltava carregado de armamento.”
É o ápice da história, um final digno de filme de aventuras: “Campanella estava ao lado do comandante na pista quando o piloto recebeu voz de prisão. ‘Ele começou a atirar, deu um cavalo-de-pau, tentou arremeter de novo, bateu nos galões atirados para impedir a fuga e o avião começou a pegar fogo e a explodir munição. Era o Vietnã!’, conta ainda com os olhos brilhando Campanella.”
Finalmente, “fez a reportagem exclusiva da prisão dos revoltosos e pousou em Brasília para entrevistas. Desta vez do outro lado: ele era o personagem principal da história.”

Campanella Neto, mineiro de Pouso Alegre, começou a fotografar aos 14 anos, fascinado pelo trabalho do fotógrafo, que lhe ensinou a técnica, do casamento de uma irmã. Em São Paulo, trabalhou como revelador no laboratório da Fotoptica. Iniciou a carreira no jornal A Noite, no Rio. Cobriu o exílio de Adhemar de Barros no Paraguai e o translado do corpo de Carmen Miranda de Miami para o Brasil. Passou para o JB em 1956 e logo para a Revista Mundo Ilustrado, do Jornal Diário de Notícias. Além de Aragarças, suas principais reportagens foram o concurso Miss Universo (de 1957 a 1967), a fuga em massa de cubanos para Miami e a posse do Papa João XXIII, em 1963. Outros trabalhos destacados foram a cobertura da morte de Getúlio Vargas e a construção do Muro de Berlim. Montou a Staff Press, a segunda agência de fotografia do Brasil. Após o golpe de 64, associaram-se ao Jornal do Brasil, como Studio JB. A partir de 1967 (por mais 20 anos) assumiu o sub-editoria do JB. Aposentado aos 55 anos, continuou como free-lancer para diversas instituições até parar. Faleceu em 2004.

Depoimento pessoal > Brizola pula a fogueira


Sobre fotos históricas
Trabalhei como repórter-fotográfico de 1977 a 1980 na Editora Bloch, daí a 1986 no Jornal do Brasil, depois como free-lancer as sucursais de jornais e revistas paulistas. A partir de 1990, passei a ser free-lancer para empresas, com raras tarefas jornalísticas.
Quando comecei na profissão já tinha a pretensão (como, creio, todos os fotojornalistas têm) de fazer fotos marcantes, especiais, históricas... Na primeira fase, nas várias revistas do grupo Bloch (mesmo na Manchete ou na Fatos & Fotos), as chances eram pequenas porque as matérias eram, em geral, genéricas ou defasadas em relação aos jornais.
No JB, me senti em condições ideais, apesar de, por ser um dos menos experientes, costumar ser preterido na escalação para grandes eventos. Ah, mas mesmo uma “saída” de pouca importância podia possibilitar uma grande foto, que, aliás, teria valor especial justamente por isso...
Alguns colegas conseguiram, mas eu nem tanto... Ao menos para o meu nível de exigência, poucas das fotos que fiz posso chamar de “histórica”, por qualquer critério que seja, apesar de saber o quanto há de subjetividade nisso... Em suma, ou os eventos eram desinteressantes demais ou não soube registrar de forma tão especial assim os mais importantes que tive chance de fotografar. Ou ainda (e este parece ser um fator de muito peso...), simplesmente não tive sorte.


Brizola pula a fogueira

Uma das fotos que eu poderia chegar a chamar de histórica é a de Leonel Brizola pulando uma fogueira. Um dia, saí da redação do JB com o repórter J. Paulo, para acompanhar o então candidato a governador num roteiro pela Zona Norte da cidade. No começo da tarde estávamos no Conjunto Amarelinho, em Irajá, junto à Av. Brasil. As lideranças locais aproveitaram a promissora visita para fazer, além da luta pela reforma do conjunto, uma manifestação pela paz na comunidade, cercada de favelas. Promoveram a queima, em grande fogueira à frente do conjunto, das armas de plástico recolhidas das crianças.
Brizola ganhou a honra de atear o fogo, o que fez com prática de gaúcho churrasqueiro. De repente, vira-se para o mais destacado cabo eleitoral local e pergunta:
- Tens coragem de pular a fogueira, tchê?!... Então, vai na frente, que eu vou atrás!...
Os assessores, até mesmo o futuro prefeito Marcelo Alencar, também em campanha, tentaram preservar o chefe. Nada adiantou, Brizola estava tranqüilo e ia pular.
Eu me preparei como pude... Busquei uma posição lateral, pus a 24mm (a maior grande angular que tinha ali), me agachei, mantive o dedo no obturador. O líder local, com a maior desenvoltura, cumpriu sua parte. Acompanhei de rabo-de-olho, sem apertar, preocupado com Brizola, que podia nem esperar o salto do outro. Ou, refugar...
Brizola tinha olhos fixos na fogueira e um sorriso maroto no rosto. Com suas botinas de gaúcho exilado, camisa azul claro de mangas arregaçadas, arredou um pouco a garotada, abriu uma roda, concentrou-se e, sem outras considerações, partiu!... 


Leonel Brizola, campanha eleitoral de 1982 - Irajá, Rio de Janeiro - foto Aguinaldo Ramos
No meio do caminho, abriu os braços, parecia estar num vôo acima de tudo. Aterrisou com perfeição, sem qualquer escorregão ou derrapagem. Sem dúvida, era muito mais fácil pular uma fogueira de subúrbio sem se queimar do que evitar se queimar no caminho para a presidência...
A foto saiu na primeira página, mas na parte de baixo, superada por algum assunto mais emergencial e também pela orientação do jornal, que decididamente não o apoiava. Ainda assim, foi reproduzida algumas outras vezes por outros veículos. Depois, só foi lembrada (e publicada), pela Istoé, quando de sua morte.
Se Brizola tivesse conseguido evitar seus erros políticos e administrativos e superado as muitas barreiras que os adversários colocaram em seu caminho, chegando à Presidência, quem sabe esta foto não poderia ser um espécie de síntese de sua carreira, simbolizar sua trajetória na política brasileira?

A série A História bem na Foto


Este espaço de depoimentos se entende por outros blogs da mesma série.
Vera Sayão > Brizola e o Beijoqueiro
Luiz Carlos David > O Papa no Aterro
Renan Cepeda > Polícia no Morro
Juvenal Pereira > JK nos Braços do Povo
Alcyr Cavalcanti > Desafetos Cordiais
A História bem na Foto - 3:
Mabel Arthou > Mais um Domingo...
Antonio Batalha > Tancredo se despede
Silvana Louzada > Collor x general Tinoco
Américo Vermelho > O enterro de D. Lyda
Elisa Ramos > Deficientes físicos: superação
Zeca Guimarães > A dor de Tancredo
Antonio Scorza > Troféu de Guerra
Luciana Whitaker > Bala Perdida
Rogério Reis > O Poeta vira Estátua
Masao Goto Filho > Vitória nos Pênaltis
A História bem na Foto - 5 >
Sergio Araujo > Pulo para a morte
Gilson Barreto > O prédio cai
Walter Firmo > Um santo enternecido
Cristina Zappa > Na alma
Luiz Morier > Todos negros
Pedro Agilson > A chacina de Vigário Geral
Delfim Vieira > Seca no Ceará
Evandro Teixeira > Vinicius, Tom e Chico
Claudio Versiani > Taffarel e Baggio
Alex Ferro > Carnaval de Rua
A História bem na Foto - 7 >
Américo Vermelho > A bunda da Abertura
Rogério Reis > Vavá encontra Magalhães Pinto
Alcyr Cavalcanti > Sexo na hora, na rua
João Roberto Ripper > Editando Diretas-Já!
Custodio Coimbra > A multidão das Diretas
Ronaldo Theobald > O Deus de calção e chuteira
Georges Racz > O nascimento de uma paixão
Héctor Etchebaster > Homenagem no mar
Januário Garcia > Marcas do tempo
Luiz Carlos David > Asa-delta sobre o Cristo

O mestrado

Este projeto de mestrado, A História bem na Foto: fotojornalistas e a consciência da história é orientado pela Profa. Dra. Clara de Góes, do PPGHC – Programa de Pós-Graduação em História Comparada, no IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais), UFRJ.
Agradeço muito especialmente a colaboração da Prof. Dra. Ana Maria Mauad, do Depto. de História da UFF (Universidade Federal Fluminense) e à Prof. Dra. Regina Bustamante, também do PPGHC – Programa de Pós-Graduação em História Comparada, UFRJ, participantes da banca da defesa.

Novos depoimentos

Novos depoimentos serão acrescidos, em sucessivos blogs, à medida em que sejam recebidos.

Abaixo, um roteiro básico para o seu texto:
1) Escreva cerca de uma lauda sobre uma foto sua, que, na sua percepção, tenha valor histórico. Ou, que deveria ter, por razões que você explicará...
2) Informe o local, a data e equipamento etc, e se foi feita em condições (ambiente, situação psicológica, pressões profissionais e/ou pessoais etc) casuais ou conscientemente escolhidas.
3) Esclareça porque considera histórica esta fotografia.

Por exemplo, você teve consciência de ter feito, no ato de fotografar (ou percebido na edição), alguma escolha pessoal (técnica, psicológica, política etc) que deu a esta determinada fotografia alguma diferenciação em relação a outras (próprias ou não) tiradas nas mesmas condições, lugar ou evento?
O tratamento dado à fotografia pelo veículo (chefe, editor, empresa...) que a publicou (ou não...) modificou, de alguma maneira, o valor da foto?
Após a publicação, houve repercussão (na imprensa, na sociedade, no exterior...) de mais longo prazo ou de maior importância?
4) Entre o tempo da realização da fotografia e hoje, qual sua impressão sobre a manutenção (ou não) do valor histórico da foto?
5) No caso desta foto, deveria ter feito algo diferente do que fez?

Envie uma cópia da foto e um resumo (em 5 a 10 linhas) da sua vida profissional.
Qualquer dúvida, entre em contato:
aaraujoramos@gmail.com.
Grato,
Aguinaldo Araújo Ramos

Outros trabalhos do autor

O livro Apoena – o homem que enxerga longe >
em co-autoria com Lilian Newlands, veja em http://apoenaeocaos.blogspot.com/

A série LIVRI - O livro livre na Internet >

Pão de Açúcar Tempo Todo, o primeiro livri, fotos e textos;
A Paixão Dança, um poema-romance, em fotos e textos;
Santa Teresa dos Detalhes, um passeio premiado pelo bairro mais charmoso do Rio;
Três Contos de Futebol, incluindo o finalista do Contos do Rio/Prosa & Verso/O Globo, 2006;
dois contos meio amorosos, incluindo o 5o. lugar no XVI Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, 2006;
A Ilha de Cabo Quente, conto vencedor do Concurso Literário Teixeira e Souza (Cabo Frio-RJ, 2007).
Personagem, a história do projeto de livro, fotos & textos.